sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Porque a Gente Faz as coisas como a Gente Faz - Breve histórico do SDM

Eu não sou mais organizador do evento há alguns meses.
Opção minha, da qual não me arrependo, já que fiquei quase 6 anos cuidando dele.

O trio responsável, hoje em dia, foi todo adicionado depois (Edson, Antonio e Elias - anteriormente conhecido como Benn) é muito bacana e eles tem tocado os encontros com novas ideias e capacidade.

Mas, passado todo esse tempo, é hora de explicar como foi que o Saia da Masmorra (SDM) surgiu e porque fazemos as coisas de modo um pouco diferentes, na média.

Vamos lá:
Há uns 6  anos eu me encontrava com o Leonardo, Leandro, Paulo, Max, Mauro, Bruno, Thiago e outros malucos nos encontros mensais do Bob´s, na tijuca.

Por sermos os mais aficionados, então, por RPGs diferentes, acabamos tendo a ideia de fazer um encontro, anual, só com RPGs diversificados, que saíssem da tríade "Mundo das Trevas / Gurps / D&D", que era, em geral, o que o pessoal curtia e jogava.

Esse blog surgiu dessa ideia inicial, e tinha o objetivo de escrevermos sobre diferentes jogos que conhecíamos e jogávamos, como forma de ajudar a divulgar essas opções.

Por questões de discordância com a direção do RPG no Bob´s, preferimos montar nosso próprio encontro mensal, para jogar o que já jogávamos de qualquer modo. E isso foi bom. Em vez de ficarmos alfinetando evento alheio, abrimos mais uma opção de jogos. E falo isso sem revanchismos bobos. A vida segue e cada evento manteve suas peculiaridades, o que foi bacana para jogadores e qualidade das mesas.

Com o SDM passando a ser mensal, uma série de propostas foi discutida.

O nome (sugestão minha) "Saia da Masmorra", era uma brincadeira com a monomania de alguns jogadores que não experimentam coisas novas, mas também uma forma de homenagem ao estilo mais "Old School" de RPG conhecido.

Mas trocentas outras propostas surgiram dessas discussões, como o modelo de gerenciamento (todos os membros poderiam vetar qualquer proposta, o que fazia cada coisa que fosse aprovada ter de passar por uma prova de fogo e ser bem definida e defendida), liberdade absoluta de jogadores receberem novos participantes - um evento é formado por jogadores e mestres, não pelos organizadores; divulgação no Blog de autores e artistas nacionais sempre que possível (ainda fazemos isso), não-recebimento de material (livros e afins) como condição "si ne qua non" para divulgação de livros e jogos (quem quer doar algo para sorteio, doa, mas é escolha de quem quer divulgar o trabalho, não é um pedido da gente).

Outro ponto bacana e fundamental é o de "proibirmos" jogos maistream. Proibir é um termo forte. Nunca impedimos ninguém. Mas a gente sempre deu um reforço positivo para que novas opções de jogos fossem e sejam divulgadas, Sejam lançamentos, jogos com premissas doidas, indie, old school, ou jogos pouco conhecidos (só um adendo: verdade, os termos "indie" e "Old school" nem eram usados no começo, porque achávamos "alternativos" melhor).

Daí nosso lema "Se você tem Coragem de Mestrar, nós Temos de Jogar!".

Esse mote sempre foi levado a sério por lá,  e isso em um momento que o mercado nacional ainda estava em baixa, voltando a se aquecer. Isso nos possibilitou conhecer projetos diversos, abrir espaços para autores de livros, permitir playtestes variados e fazer um clima de um evento que fosse amigável e cooperativo.

Nestes 6 anos de Saia da Masmorra já levamos mais de 100 jogos diferentes (isso até março desse ano, hoje deve ser um pouco mais), com uma média próxima a duas mesas diferentes POR MÊS. (para conferir, dê uma olhada na lista AQUI)

Para um evento que tem em média 4 mesas, isso significa que 50% das mesas são de coisas nunca jogadas antes por lá, e a oportunidade de fazer potenciais criadores de jogos conhecerem muito mais coisas, sem falar em ajudar a educar jogadores a gostar da diversidade de mesas. Isso só melhora a qualidade das mesas jogadas e só ajuda o hobby a se expandir.

Espaço para jogadores novatos e veteranos é outro ponto relevante. Entendemos que um encontro de RPG serve para estreitar laços. Se um jogador vai a um evento e encontra uma mesa "fechada" em uma campanha, as chances dele interagir com outros jogadores é muito menor. Nossa solução foi a de fazermos mesas "one-shot", preferencialmente, pedindo que campanhas sejam evitadas ao máximo (algumas vezes acontece, mas não é comum), e com isso tornando quase sempre os jogadores novos em pé de igualdade com veteranos, que não conhecem o sistema. E isso também permite que novos frequentadores conheçam os antigos, fazendo novas amizades, conhecendo as manhas dos burros-velhos e inventando e ensinando truques novos. Quando queremos que adolescentes e crianças conheçam e gostem de jogar, esse ponto é fundamental.

Outro ponto  foi o de vermos novos encontros não como "oponentes" buscando espaço, mas como colaboradores. Todo e qualquer evento, nacional ou local, que podemos, divulgamos. Mesmo os que são em dias iguais aos nossos. Esse espírito cooperativo não é exclusividade nossa, mas vejo, muito feliz, ver que é um modelo que é utilizado por vários organizadores. Um dos melhores exemplos é nosso "primo rico", o Dungeons Carioca. Nossa relação com o encontro sempre foi de incentivo, mesmo quando era só uma idéia do Dodaro e do Dock, e eles sempre retribuiram o carinho nos apoiando, indicando mestres, etc.

E veja, de novo, não somos os únicos a fazerem isso e a pensarem dessa forma. Mas acho importante se destacar essa nossa visão porque é um modelo que considero o mais poderoso e promissor para encontros e blogs. Talvez porque vários dos membros originais tivessem uma inclinação mutualista, talvez porque captamos bem o Zeidgeist da época, o fato é que sempre usamos esse modelo como sendo algo inerente ao encontro, mais importante do que qualquer outra característica.

E me perdoem o auto-elogio, mas somos bons pra caralho em fazer isso!

O  resumo da ópera é o seguinte: Ao criar um encontro ou blog não mire na popularidade. Um encontro pode, se for desejo dos organizadores, ter sorteios, por exemplo. Mas o encontro pode e deve se manter sem que os mesmos ocorram. ele é um local de ENCONTRO , não de aquisição de brindes, não para satisfazer egos e não como forma de picuinha. Também se lembre que RPG é um jogo cooperativo. Assim, a melhor forma de divulgar e fazer  o seu evento mais bacana é cooperando e colaborando com outros eventos. Respeite o espaço alheio assim como deseja o seu respeitado. Não queime espaços, como deixar jogadores sujarem ou estragarem locais onde os eventos acontecem. Dêem o exemplo.  Sejam bacanas. O mundo precisa de mais gente assim.

E vida longa e próxima ao Saia, o amigo da vizinhança.

Agradecimentos a todos os amigos que fizeram e fazem parte dessa história, como os acima citados e outros (a lista é longa), com agradecimentos especiais ao pessoal da Dungeons Carioca, Supernerds e Livraria Point HQ, que dentre vários outros parceiros e amigos, foram fundamentais para a gente ter certeza de que esse nosso caminho valia a pena.

Tio Brega

terça-feira, 14 de outubro de 2014

AKIRA - PLAYER PIANO!!!

Aí cambada, se liga nesse vídeo, que legal!


O Quê? Você é um pereba e nunca viu akira? Pouts, sinto pena de você!


E, já que estamos aqui:


E lembrem-se "Good for Health, Bad for Education!"

Abraços do tio Brega


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

KAIDAN- Jogo de tabuleiro de Terror Japonês

Fui na página do projeto por sugestão do professor  Jorge Valpaços.

O jogo gira em torno de estudantes de uma escola que precisam sobreviver a uma horda de monstros. Não sei detalhes sobre a mecânica, mas terror japonês é sempre uma mecânica legal.

O que vi até agora de arte está bem bonito.


Outro fator positivo é que eles terão miniaturas, aparentemente bem detalhadas, o que sempre torna o jogo mais bonito.

Não tenho idéia do tamnho das minis, mas segundo um comentário que li, pode ser que seja compatível com as de Zombicide, o que é um bônus, hehehe.

Enfim, projeto a ser acompanhado e divulgado.


O jogo é do pessoal do Esquina dos Jogos e eles estão atualizando informações aqui: https://www.facebook.com/kaidanboardgame

Brega Presley

domingo, 12 de outubro de 2014

BANG! da GROW: Análise


Então vamos lá, adoro o Bang!, fico feliz da Grow ter acertado no lançamento do jogo e espero que continue a lançar produtos bacanas.

Do ponto de vista de PREÇO, os 15 reais sugeridos são ótimos.

Problema é que para achar em loja foi um saco de difícil e, quando achei a loja, em um shopping da Tijuca, cobrou os assaltantes 33 reais, ou seja, a distribuição ainda está ruim. Se tivesse em mais lojas seria imensamente mais fácil se comparar e se comprar por um preço acessível (eu raramente faço compras on-line, mas se eles desejam abrir um publico novo, a presença do jogo física em lojas é fundamental).

Dito isso, vamos ao jogo:

Só joguei a versão "pocket", a dos supostos 15 reais. Não sei como está a edição de luxo.

Então vamos a análise:



1) Qualidade do papel: Boa, não tem cara de que vá se desmanchar em poucos jogos. Ponto positivo

2) Tradução: Está ok. O manual, até onde vi, não tem nenhum erro, e as cartas estão com letra clara e texto bem escrito. Ponto Positivo.

3) Qualidade da Impressão: Não está ruim, em si. Um pouco mais clara que a original. Isso não seria um problema para quem só terá esta versão, mas para jogadores mais antigos, com as cartas da edição original, isso é um pouco chato, porque fica mais fácil saber, ao olhar  o monte, que tipo de carta pode não ser. Nenhum fim do mundo, de qualquer modo, até aqui. o GRANDE problema é o TAMANHO. Comparando com as cartas originais há uma leve, porém discrepante diferença. Não misturei ambos os baralhos, mas tende a ser ruim para embaralhar com as expansões.
Entendo que as cores de uma grafia nacional possam variar. Isso acontece e é difícil mesmo de solucionar. Mas DIMENSÕES das cartas estarem fora, já é mais complicado. Não vai atrapalhar que não tem expansões, mas quem tem pode não gostar muito disso.
Ponto Negativo para veteranos, ponto positivo para novatos.

4) Distribuição: Mediana. Fácil, até onde sei, achar pela internet, mas, como dito acima, ainda precisa ser mais facilmente encontrada em lojas físicas. Ponto médio.

5) Expansões: Ainda só uma programada, para esses dias, que é a caixa de luxo. Com preço projetado para algo em torno de 30 reais, desde que se encontre a esse preço, é bastante razoável. O jogo é novo e ainda resta saber se venderá bem como esperamos para possibilitar outras expensões. Ponto positivo, até aqui.



Nota final para Jogadores novatos (que não tenham expansões): 4,5  (de 5)
Nota para Jogadores veteranos (que pretendem adquirir expansões): 3,5 (de 5).

Resumo:
Para jogadores novos é um jogo, em si, excelente, e um bom presente, se conseguir a um preço justo. Mas não recomendo para quem pretende adquirir as expansões.

Link para Pagina da Grow:
http://www.lojagrow.com.br/jogo-bang--pocket-03178/p

Abraços

Brega Presley