segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

STAR WARS: Curtas Sugeridos 1

Rogue One estreia em menos de duas semanas e, por conta disso, resolvi repassar alguns curtas de sugestão nos próximos dias para vocês.

Particularmente sou um fã que não se empolgou muito com o Episódio 7. Achei que faltou fôlego e achei o Lyle Ren particularmente goiaba, mas sei que sou minoria nesse caso. Seja como for, torço para que os proximos sejam bons e estou particularmente curioso para ver o que fizeram em Rogue One.


Há um número inesgotável de curtas, dos bons aos bem ruins, e sinta-se à vontade para não gostar de denuhm dos que listei,m oui mesmo para sugerir outros.

Como outros autores do Blog são grandes fãs de SW, pode até mesmo acontecer de algum deles se animar e fazer a própria lista.


Abraços!

1) Star Wars: The Lost 1980's Anime

Nitidamente de humor, o video mostra  o que seria um trailer de star Wars se fosse um anime dos anos 80. Destaque para a mão do Luke, que é uma idéia danada de boa para uma mesa de RPG.


2) LANDO CALRISSIAN - BLACKSTAR WARRIOR
O meu preferido, o filme faz uma brincadeira com uma versão "blaxplotation" de Star Wars e coloca Lando em seu devido lugar, como o cara mais "cool" da galáxia e contra as forças imperiais.

Usei como parte de minha campanha alternativa, mas ao contrário de Tie Fighter, achei o curta quando procurava material já para uma mesa blaxplotation de Star Wars.

Quem não quiser ver os 15 minutois inteiros (o filme é divertido, mas as atuações são sofríveis) veja só o trailer aqui: COOLER THAN CAPTAIN KIRK

3) HARDWARE WARS

Feito no final dos anos 70, está um tanto datado, mas ainda tem boas piadas e dá para divertir.

4) TROOPS

Também datado, se considerarmos que foi feito em cima de programas como "COPS", que mostraravam o "dia a dia" de policiais.

5) TIE FIGHTER SHORT FILM


Animação em estilo "anime", de excelente qualidade, foi realizada com verba de fãs e ficou excelente. O anime ilustra um combate entre as forças imperiais e a Aliança . Do lado imperial o comandante Gaunt e seus pilotos, particularmente brilhantes, destroem as forças da escória rebelde.

Este curta me inspirou para a minha campanha de "Iron Wings - Ases do Império" que contava uma campanha deste almirante (transformado em sobrinho do falecido Tarkin) e seus pilotos em uma campanha contra rebeldes e de vingança contra Vader, considerado por eles como um traidor do Império e bruxo que envenenava a mente de Palpatine.

Mas para mais informações ofixiais sugiro procurarem o pdf "Tie Fighter Project Materials" que tem umas 8 páginas de perfil dos principais personagens , nomes dos cruzadores imperiais, etc.

Se você for um dos poucos que nunca assistiu, assista. Vale a pena cada detalhe de cada cena.

6) DARTH MAUL: APPRENDICE


Este curta, com algumas coreografias particularmente bem-feitas, tenta contar um pedaço do treinamento de Darth Maul.

É bom o suficiente para se pensar em uma aventura one-shot usando o grupo que ele enfrenta (pensem nisso para sua mesa). E isso vale para inicio de uma campanha, mudando parte fudamental da trilogia 1, 2 e 3 (em um "o que aconteceria se Darth Maul fosse morto antes do Episódio 1) ou o final de uma campanha, com jedi tentando investigar meses ou anos antes já indicios de que algo errado estava ocorrendo na galáxia.

Pensem nisso.

Aguardem a postagem: STAR WARS: Curtas Sugeridos 2, nos próximos dias.

Brega Presley











segunda-feira, 21 de novembro de 2016

[LUDOCULTURAL] AVERY MCDALDNO E JOGOS QUE SIGNIFICAM - PARTE 2

 Olá!

Vamos dar continuidade a matéria sobre os jogos narrativos de Avery Mcdaldno, e sua imensa contribuição para este segmento do RPG.

Ok, muitos que conhecem jogos independentes (termo também difícil de definir…) já a conhecem e já sabem do que estamos falando, mas vamos lá. Avery faz jogos densos, sobre escolhas significativas e, com mecânicas simples e premissas bem trabalhadas, fazem você e seu grupo de jogo pensarem bastante sobre coisas que se apresentam nas nossas vidas, como mudança, criação coletiva de alguma coisa, repressão estatal e direitos civis, sexualidade, intolerância e segurança nas mesas de jogo. Basta ler qualquer jogo da autora para observar a grande preocupação que ela possui em ser entendida, em comunicar bem, em quase abraçar quem estiver lendo seus jogos. Apenas para ilustrar, no Perfect Unrevised há uma grande seção destinada a conversar com novatos, veteranos em jogos narrativos, a tratar a violência, a utilizar as técnicas de linhas e véus (presentes em vários jogos, como no Violentina de Eduardo Caetano, por exemplo). Ou seja, há um real carinho em torno da criação e publicação de jogos. E isto se faz muito necessário em ambientes tóxicos que se reproduzem na cena de jogos analógicos no Brasil.

The Deep Forest

Mas ainda tem mais, e nem estou falando de The Deep Forest  que adapta The Quiet Year para uma perspectiva pós-colonial em um trabalho conjunto de Avery com Mark Diaz Truman (autor de Urban Shadows, Cartel e Our Last Best Hope, entre outros) que coloca os jogadores no papel de monstros que foram devastados por humanos. Aqui a perspectiva não é humana, mas de seres vistos como “bestiais”, mas que na verdade possuem organizações sociais particulares. Um baita questionamento sobre etnicidade, por exemplo.

Mas chegamos até aqui e talvez o mais importante não foi apresentado: algo sobre a autoria. Avery já foi Joe Mcdaldno. Avery é uma autora que não apenas discute (e muito bem) representação mas ela busca o questionamento da normatividade no seu design de jogos, uma extensão de sua própria ação social. Ué, mas esta postagem não em um blog de jogos, em um blog de RPG e demais jogos analógicos? O que esse papo estranho está fazendo aqui? Ele tem de estar aqui. E vamos lá.

Há algum tempo temos situações muito complicadas na “cena nerd” (outro termo péssimo) e normalmente há reverberações coercitivas e punitivas (algo necessário, aliás), mas não observo o sublinhar em boas ações que visam ingame trabalhar a diversidade social que se defende. Ainda há os mesmos grupos trabalhando sobre temas ditos “genéricos” que insistem em nem ao menos representar outros grupos sociais. Mas o que falamos aqui é mais que representar, é ter mulheres, negros, pessoas trans e toda a beleza da pluralidade que compõe nossa sociedade não como ilustração em páginas, mas produzindo, ganhando notoriedade e inserindo nas mecânicas e temáticas dos jogos tais questionamentos (recomendo muito os slides que Avery fez, estão no último link que postei, no início deste parágrafo). Logo, conhecer e jogar os jogos da autora são importantes como motores para a ação constante de promover jogos seguros e que prezem pela diversidade.

Bem, e se você explorar o site da autora ainda terá acesso a comentários de outros desenvolvedores, vai se surpreender pois vários destes jogos incríveis são GRATUITOS ou bem baratos e vai ter acesso a adaptações dos jogos para outros cenários (os hacks). Só para você ter uma ideia, há um hack do Ribbon Drive chamado Slashed to Ribbons que tem como proposta de transportar para filmes de terror do gênero Slasher, como Sexta-Feira 13. E sim, eu sempre darei uma atenção especial ao horror e ao terror, meu quinhão de mais apreço.

Monsterhearts



Mas Avery não está muito distante de nós. Muitos conhecem seu trabalho por Monsterhearts, um jogo sobre sexualidade e amadurecimento no qual os jogadores se colocam no papel de monstros e emulam séries como Teen Wolf, por exemplo. Mas ela ainda está mais próxima de nós. Dream Askew, um jogo narrativo sem mestre e sem dados sobre o apocalipse Queer com escolhas difíceis a serem tomadas em um mundo sem recursos chegará ao Brasil ainda este ano, em uma ação de tradução e edição conjunta entre o Livro dos Espelhos e o Inseto Vermelho. Vale parabenizar a iniciativa de Alan Silva (autor de Cachorros Samurais, Veridiana e Erótica, que já trouxe o Teen Witch da mesma autora) e Eva Morrisey (tradutora e revisora de títulos como Numenera e membro da Corte de Copas) por trazer este jogo justamente no momento em que estamos passando. 

Então que joguemos um pouco mais jogos que significam,e  espero que tenham gostado!

Jorge dos Santos Valpaços 

domingo, 20 de novembro de 2016

St Trinian: O PIOR Colégio do Mundo

E lá tou eu (re)lendo o divertidissimo "Hellcats & Hockeysitcks" *Andrew Peregrine) quando descubro que nas referencias ele cita váaarias vezes um tal de "St. Trinian".

Como nunca tinha ouvido falar, fui atrás.

E é uma das séries mais bacanas que já vi (tou no começo ainda).


Imagine um colégio só de garotas, aonde as pires vilás do Batman se sentiriam em casa.
E aonde a anarquia é a ordem, enquanto professores sádicos e alunas para lá de impossíveis se degladiam enquanto tiro ao alvo com alunas mais novas é realizado como aula de rotina.

Se precisa de um jogo bacana, simples e divertido, não deixe de jogar Hellcats. E se for jogar, assista algum epispodio ou filme de St. Trinian. Vale a pena!

Se liguem na letra *legendas em castelhano)




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

[EVENTO] SAIA DA MASMORRA - MARATONA RETROPUNK - MESAS PREVISTAS


Olá amiguinhos!!!

Saia da Masmorra tem o prazer de convidá-los para nosso tradicional evento lúdico, e informar que teremos muitas atrações maneiras entre mesas de RPG e boardgmaes, a partir das 10:00h, na Livraria Cultura, no Cine Vitória, Centro do Rio de Janeiro.

Nosso evento do dia 19.11.2016, e conforme anunciamos na matéria anterior, esta nossa edição de será em parceria com a Retropunk Publicações, iniciando a parceria com evento. Nossa Maratona Retropunk, que ganha agora sua primeira edição, entrando para o calendário anual oficial do Saia da Masmorra, terá a ilustre presença do autor de Terra Devastada e Absimo Infinito, John Bogéa, que vai narrar uma mesa do RPG apocalíptico Terra Devastada, e assianr exemplares de quem levar ambos os livros. Essa, você não vai perder né?

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TERRA DEVASTADA TERÁ NOITE DE AUTÓGRAFOS NO SAIA DA MASMORRA - LIVRARIA CULTURA DO CENTRO - RJ


Olá amiguinhos!

O Saia da Masmorra, a Retropunk Publicações, e a Livraria Cultura tem o prazer de convidá-los, como parte da Maratona Retropunk, para a noite de autógrafos do livro Terra Devastada - Edição Apocalipse, com o autor, John Bogéa.

O evento abre a Maratona Retropunk no dia 18.11, a partir das 18:30, e todos estão convidados a participar deste evento, que será um marco no cenário do RPG do Rio de Janeiro.

Para quem ainda não conhece Terra Devastada, segue uma breve sinopse:

Terra Devastada é um jogo narrativo sobre esperanças, traumas, perdas, riscos e consequências. Sobre sobreviver em um mundo arrasado por uma pandemia apocalíptica que transformou a humanidade em monstros débeis, tóxicos e carniceiros. Sobre o desespero dos incautos remanescentes da Terra, fragilizados, exauridos e beirando a insanidade. Sobre cruzar ermos contaminados, cidades devastadas, zonas insalubres, territórios desolados e trilhas nebulosas para além do que se pode imaginar.

Capa da nova edição
É um RPG com uma mecânica intuitiva que preza pelo poder imaginativo e narrativo dos jogadores. O sistema segue um conceito flexível que permite a customização dos personagens pelos jogadores.
É um jogo de atos e consequências, de desespero e de desesperança, e de como passar dia após dia sem enlouquecer ou se devorado.

Maiores informações sobre duração do evento, e como chegar você pode acessar na agenda de eventos da Livraria Cultura.

E então, não é incrível? Esperamos você lá!!!

Let's Game!

Edson Sorrilha.